Episódio 17: No caminho certo

       Ele não tinha nenhum outro substituto em mente a não ser Shane. Decidiu, então, que logo após sua visita a Polsky e a entrega que devia fazer a Fabricio Tostinni, ele iria contar tudo a Shane, contar que Susan e Lauren haviam sido sequestradas e que ele fora obrigado a participar de um jogo cujo prêmio era a vida das duas mulheres mais importantes de sua vida.

        Michael sonhava com Susan todos os dias. Ela era a única mulher que ainda lhe tirava o fôlego, que fazia seu coração bater mais forte; todavia, o trauma da morte de seu amigo havia sido grande. Foi muito doloroso ter que ir para longe de Susan, mas Michael sabia que não iria fazê-la feliz com todos aqueles monstros que carregava dentro de si. Ele precisou libertá-la para que não a arrastasse para o mar de tristeza em que vivia.

       Ele não conseguia identificar o que estava sentindo sobre Susan ter um namorado. Não sabia se sentia felicidade por vê-la prosseguindo sua vida ou se estava com ciúmes por imaginá-la nos braços de outro homem. De qualquer forma, ele sabia que não poderia se deixar influenciar por qualquer um desses sentimentos quando estivesse frente a frente com Thomas Polsky; ele deveria pensar como um policial que estava investigando o sequestro de duas pessoas inocentes.

        Enquanto aguardava sentando na sala de espera do escritório de Polsky, Michael observava tudo ao redor. Uma foto de Susan e Lauren pescando estava pendurado em uma das paredes da sala de espera junto com outras milhões de fotos de um monte de pessoas que ele não tinha certeza se conhecia. As fotos estavam arrumadas em molduras de vidro e formavam um painel ao lado da janela.

- Sr. Machenzzi, pode entrar. – anunciou a secretária de Polsky que estava em pé perto da porta.

        Polsky gostava de fotos, sua sala também era repleta de fotografias.

- Em que posso ajudá-lo Sr. Machenzzi? – perguntou Polsky enquanto se levantava ajeitando o paletó e estendia a mão direita para cumprimentar Michael.

        Michael apertou a mão de Polsky e usou todas as suas forças para conter toda raiva que ele estava sentindo.

- Eu sabia que esse dia chegaria, mas não sabia que chegaria tão rápido. – disse Polsky enquanto se sentava. – Imagino que Susan tenha te contado por telefone sobre nós dois. Olha, eu não quero que você fique preocupado com Lauren, eu a tenho como minha filha. Ela é uma menina muito esperta e...

- Onde elas estão Polsky? – perguntou Michael de forma agressiva.

- Isso significa que você não falou com Susan por telefone ainda. Acredito que em breve você poderá falar com ela também. – respondeu Polsky calmamente demonstrando que a agressividade de Michael não o afetara. – Você sabe como são os negócios! Eles tomam muito de nosso tempo e nos faz fazer coisas que não gostamos.

       Polsky era responsável pelo sequestro de Susan e Lauren! Michael sabia! Polsky estava praticamente confessando que estava por trás daquele jogo idiota que Michael estava participando obrigatoriamente.

- Traga elas de volta Polsky! Deixe-as livre! – falou Michael com firmeza.

- Bem que eu queria pegar o primeiro avião e trazê-las de volta da Austrália, mas tenho muito trabalho por aqui. Tenho que fechar um negócio muito importante com alguns investidores daqui a dois dias e tenho que preparar toda a papelada.

- Não finja como se você não tivesse haver com tudo isso Polsky! – gritou Michael.

- Não finjo! Tenho orgulho de saber que fui eu quem influenciou Susan a entrar no mundo dos negócios! Agora, se me der licença, eu tenho muita coisa para fazer! – Disse Polsky apontando para porta de saída.

        Michael decidiu não argumentar mais. Agora ele não tinha mais certeza do envolvimento de Polsky no sequestro de Susan e Lauren. Entretanto, quando saía da sala de Polsky pôde ver em cima de uma pequena mesa, que ficava ao lado da porta, uma foto que lhe chamou bastante atenção. Aquela foto indicava que Polsky sabia mais do que havia lhe dito e o fazia se tornar o principal suspeito do “jogo”.

 Escrito por: Daniela Amorim

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sábado 30 maio 2015 05:29 , em Episódios


Episódio 16: Terceira tarefa

       Michael entrou no carro e deu partida. Ele estava com pressa. Precisava ir até o escritório de Polsky tirar satisfações, precisava confrontá-lo para confirmar suas suspeitas e suas suspeitas eram essas: Polsky havia sequestrado Susan e Lauren. O motivo? Chantagear Michael para que ele cumprisse as provas do jogo e ao final matá-lo. Todos achariam que o ex-detetive tinha ficado louco após matar sua família no porão de sua antiga casa. Todos achariam que Michael ficara igual Fideli.

       O trânsito de Los Angeles estava uma loucura. Por mais sinais vermelhos que avançasse ele sentia que não estava saindo do lugar. A Hollywood Boulevard estava toda congestionada. Parecia que todos os turistas do mundo resolveram dar uma voltinha ali mesmo no meio da rua. Não ia dar tempo. Ele sabia que a terceira tarefa lhe seria dada.

       Machenzzi estava nervoso ao volante enquanto ouvia o boletim de trânsito no rádio. Ele nem percebera quando dois homens de jaqueta de couro preta estacionaram com suas motos um de cada lado de seu carro.

       Enfim conseguiu sair da Hollywood Boulevard e pegar a Vine St em direção a Fountain Ave. Ele ainda estava sendo seguido. Seu telefone tocou. Ele tinha acabado de receber uma mensagem de um número anônimo. Tentou mexer no celular sem parar o carro, mas o telefone caiu no chão do veículo. Estacionou o carro no acostamento, pegou o celular, respirou fundo e clicou em “ler a mensagem”.

       Lá estava. A terceira tarefa. Essa tarefa ele deveria cumprir sem nenhuma falha senão Susan morreria. Ele olhou pelo retrovisor. Os motoqueiros estavam estacionados atrás dele. Michael deveria pegar um pacote com os motoqueiros e arrumar um jeito de levar tal pacote para Fabricio Tostinni o qual ainda estava internado no hospital após o atentado que sofrera.

       Ele não queria sair do carro e ir até os motoqueiros, mas parece que eles não iam até Michael. Machenzzi colocou sua antiga pistola Beretta M92 FS de níquel por dentro de sua calça e saiu do carro. Enquanto caminhava até os motoqueiros olhou ao redor a fim de verificar se havia mais alguém o vigiando. Parecia que não tinha ninguém mais, todavia havia um carro patrulha da polícia de Los Angeles do outro lado da rua.

       Quando se aproximou, um dos motoqueiros tirou de dentro do bolso de sua jaqueta uma pequena caixa, entregou a Michael e ambos foram embora. Michael voltou para o carro em choque, não sabia o que poderia ter acontecido se um dos motoqueiros o matasse. Se ele morresse, quem poderia salvar Susan e Lauren? Ele precisava contar para alguém sobre o sequestro, sobre o jogo, sobre o que ele estava sendo obrigado a fazer. Ele precisava de um substituto.

Escrito por: Daniela Amorim

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sábado 23 maio 2015 10:12 , em Episódios


Episódio 15: Namorado de Susan

        Michael não havia percebido, mas já amanhecera. Ele havia passado a noite inteira investigando Thomas Mcgohan, Fabricio Tostinni e Thomas Polsky. Após anotar o endereço do escritório de Polsky, resolveu fazer uma visita a ele.

        Polsky era um negociante de pedras preciosas muito famoso em Los Angeles, mas até então desconhecido por Michael. Ele havia lucrado muito dinheiro neste último ano e tinha planos de expandir a empresa no ano seguinte, conforme notícia em um site de negócios e economia.

        O ex-detetive entrou no carro que ele tinha alugado e que havia ficado estacionado em frente à delegacia desde o dia anterior. Quando ia dar partida, escuta duas batidinhas na janela do carro. Era Shane.

- Que tal colocar essas veias investigativas de novo em ação? – Disse Shane enquanto Michael abaixava a janela do carro.

- Eu tenho um compromisso agora! – Ele ia colocar as suas veias investigativas em ação outra vez, mas essa investigação era sigilosa, ninguém poderia saber, pois estava em risco a vida de Susan e Lauren.

- Compromisso? – perguntou Shane.

- Preciso encontrar Susan e Lauren. – E era isso mesmo que ele tentaria fazer. Encontrar sua ex-mulher e sua filha. Elas estavam correndo perigo!

- Você vai para Austrália? Porque é lá que elas estão! Susan me contou na semana passada que elas iriam viajar para Austrália com Tho... – Shane parou de falar. Parece que ele ia dar informação demais a Michael.

- Com quem? Como você sabe disso Shane? – disse Michael saindo do carro tentando não parecer nervoso.

        Shane sabia de alguma coisa que não havia contado a Michael. “Tho”. Será que Shane ia dizer “Thomas”? Shane ainda tinha contato com Susan e Lauren? Quem era Thomas? Será que era Thomas Polsky?

- Precisamos conversar. – disse Shane coçando a cabeça.

        Shane e Michael foram para Crivor Burgers e sentaram em uma das mesas perto da janela. A lanchonete estava vazia naquele dia e Rose não estava. Sem a Rose ali aquele lugar não funcionava, parecia faltar algo. Rose era a alma da Crivor Burgers.

- Depois que você foi para longe, Susan ficou muito sozinha. Ela se preocupava muito com você, afinal quando você decidiu ir para o Texas você não estava muito bem de saúde. Ela me procurava para conversar tentando encontrar uma maneira de te ajudar, mas no fim chegou à conclusão de que era bom você ficar distante de tudo que fazia lembrar o Grey, até mesmo dela e de Lauren.

        Michael não sabia o que dizer. Parece que Shane e Susan tinham se tornado amigos bem próximos. Ele até ficou curioso para saber se essa amizade evoluiu para algo a mais, mas não tinha tempo para isso. Precisava ser direto. Precisava descobrir com quem Susan disse que ia viajar antes que o sequestrador de sua família lhe desse outra tarefa.

- Com quem ela disse que ia viajar Shane? – perguntou Michael apreensivo.

- Com o namorado, Thomas... Thomas Polsky. – Shane havia percebido a ansiedade de Michael, tentou ser direto, mas acabou gaguejando quando dizia o nome do namorado de Susan.

        Michael levantou-se e saiu da lanchonete sem olhar para trás, sem dizer uma palavra a Shane. As coisas estavam começando a se encaixar. Ele precisava encontrar Polsky.

Escrito por: Daniela Amorim

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sábado 16 maio 2015 06:18 , em Episódios


Episódio 14: Um poderoso jogo político

      Michael voltara à delegacia para cumprir a segunda tarefa. Ele deveria acessar o banco de dados da polícia e descobrir onde estava preso Thomas Mcgohan, bem como todas as informações pertinentes ao presídio em que este se encontrava.

       Michael pegou todas as informações rapidamente, transferiu para o Palm-top e enviou para o e-mail que ali estava gravado.

      A segunda tarefa havia sido cumprida e Michael ficou com tempo disponível para procurar mais pistas sobre o sequestrador de sua família.

     Michael resolveu, portanto, tentar encontrar alguma coisa em comum entre o homem o qual deveria ter ele matado na primeira tarefa e, aquele Thomas Mcgohan.

      Fideli também havia tentado encontrar semelhanças entre suas tarefas, mas não encontrou nada. Mas quem sabe Michael não tivesse mais sorte.

       Thomas Mcgohan havia sido preso por roubar o governo e era uma testemunha importante numa investigação sobre corrupção onde um dos acusados era Fabricio Tostinni. Michael teve sorte em encontrar algo que ligasse as duas pessoas envolvidas em suas tarefas, o roubo de uma quantia exorbitante de um fundo de pensão dos trabalhadores de uma mineradora pertencente ao governo.

      Os envolvidos neste grande golpe iam ser julgados perante a Suprema Corte Americana no próximo mês. Naquele momento Michael percebeu que ele não estava diante de um simples jogo no qual estava em risco somente a vida de sua ex-mulher e sua filha, mas também diante de um jogo entre poderosos da política que poderia durar bem mais do que ele imaginava.

Escrito por: Daniela Amorim

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sábado 09 maio 2015 14:25 , em Episódios


Episódio 13: Quem é Polsky?

   Michael acordou bem cedo, lavou o rosto e foi à delegacia. Shane, que estava de plantão naquele dia, se surpreendeu em ver seu amigo ali tão cedo. Antes mesmo que Michael pudesse cobrar o favor de Shane, este o chamou para tomar café na “Crivor Burgers”. Michael aceitou o convite, afinal também tinha que investigar sobre a pessoa que havia ido procurá-lo na lanchonete de Rose. Ele só inverteria a ordem de seu programa do dia.

   Rose estava no balcão desta vez e estava muito atarefada, uma atendente estava de férias e a outra estava doente e por isso estava trabalhando em triplo. Michael e Shane sentaram-se no balcão e pediram o “de sempre” (bacon com ovos e fritas). Durante o café Shane agradeceu e elogiou Michael pelo caso que ele resolvera no dia anterior. “Ainda há sangue investigativo correndo em suas veias Machenzi” disse Shane “Você não perdeu o faro”, completou.

   Quando Rose veio trazer o café dos dois policiais, parabenizou Michael pela descoberta do assassino da prostituta. Todos os policiais daquele distrito já sabiam do que tinha acontecido e era comentário em todas as lanchonetes e delegacias de Los Angeles. “Michael está de volta com a corda toda”, brincou Rose.

   Shane comeu tudo rapidamente, pois tinha um monte de relatórios para fazer e mais um monte para revisar, a corregedoria iria visitar a delegacia no dia seguinte e tudo estava uma loucura. “Quando terminar de tomar seu café, pode ir lá checar seu banco de dados! Promessa feita é promessa cumprida” disse Shane. Michael ainda queria ter com Rose uma conversa sobre o tal homem que fora procurá-lo. A Rose inocentemente deu o endereço de Susan e Lauren pensando estar ajudando, mas pelo ao contrário prejudicou, caso as desconfianças de Michael fossem verdadeiras.

   Após servir uns trinta bacons com ovos e donauts Rose sentou-se ao lado de Michael e ambos relembraram alguns momentos importantes de Michael como detetive. Estuprador de garotinhas loirinhas, seqüestros relâmpagos, roubo a Caixas eletrônicos de uma igreja, assassinato em série e a morte do amigo de Grey. Michael se distraiu que até se esquecera do motivo de ter ficado ali com Rose e só lembrara quando Rose pediu licença, pois tinha de servir o almoço.

   Michael rapidamente perguntou à Rose sobre o tal homem que fora procurá-lo na lanchonete, mas ela não se lembrara de muita coisa só que: o homem estava de terno e que ele perguntara por onde andava o famoso detetive Machenzi. Ela havia ficado impressionada com a pergunta daquele homem, afinal, já haviam se passado oito anos desde o sumiço de Michael e, quando ele perguntou onde poderia encontrá-lo, ela deu o endereço de Susan. Lembrava-se também que quando passava por trás do tal homem, ele falava ao telefone com “um tal de Thomas Polsky”.

   Com isso Michael tinha agora um suspeito, Thomas Polsky. Talvez se ele encontrasse esse homem ele poderia saber quem fora procurar por ele na “Crivor Burgers”. Mas antes de mais nada ele precisava saber quem era Polsky.

Escrito por: Daniela Amorim

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sexta 08 maio 2015 12:26


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